segunda-feira, 9 de julho de 2007

E da minha infância nasce algo novo...

Muito tempo sozinho, perdido em pensamentos sombrios e vividas recordações de luz pura...
Ponderei longamente entre as minhas claras sessões de solitária meditação. Interrompendo para me entrecruzar com outras auras, mais ou menos respeitosas...
Não que seja anti-social, eu faça-me entender. Mas há coisas que tendem a fazer-nos sentirmo-nos sós, mesmo quando não o estamos. É uma sensação estranha e faz-me pensar na velha máxima do "todos morremos sós". Não sei se é verdade sequer... Seremos mesmo todos auras solitárias, entrecruzando-nos esporadicamente com outras? Seremos parte de algo bem maior? Uma consciência colectiva, ou até algo divino?...
Por mim tendo a valorizar muito a minha autonomia... Mas isso sou eu a falar... "Daqui de cima vêm-se coisas maravilhosas", disse alguém. Eu gosto de sentir isso...

Por falar em ver de cima... Fui ver, no dia da celebração do meu nascimento, um filme que me levou de volta à minha infância. Durante duas horas e meia senti-me reduzido a um rapazinho de dez anos, incapaz de fugir daí, sem vontade de sequer o fazer. Sem vontade porque me encontrava de tal modo entretido e animado que simplesmente queria que aquele filme nunca acabasse...

Começou de um modo mais ou menos banal, soldados a regressar de mais uma missão, o capitão desejoso de falar com a família, demasiado longe para poder estar com ela. Anoitece, e um estranho helicóptero aterra na pista de aviação da base onde estavam colocados, criando um enorme alvoroço. O aparelho é cercado de soldados nervosos. Então, o bloco do rotor sobe, e as pás são recolhidas para trás. De seguida, num amontoado de confusão visual, a máquina converte-se numa imensa figura humanóide que começa a devastar tudo e todos... E assim se anunciava a chegada dos Transformers à terra...

Coisa estranha hein?... Mas adorei cada segundo... Aconselho a toda a gente. Um bom filme para quem se quer divertir com os amigos... E vão por mim, não é, nem de perto, tão vazio de significado como dizem por aí...