Do alto vê-se e sonha-se, deslizando pelos ares, sob os céus azuis, o chão tão lá em baixo. Voar é um sonho velho, desejado, mesmo depois de já conseguido por alguns. Eu sonho voar, e sonho com máquinas. Máquinas velozes, rápidas, ágeis, caças a jacto, trovejando, dardejando, máquinas de sonho reais.
Voar não precisa ser apenas um sonho, um momento de pura liberdade ou o mais puro dos êxtases. Pode ser competição.
Empresas de bebidas deveriam ganhar dinheiro apenas com as latas cheias de líquidos de qualidade duvidosa que vendem aqui e ali. No entanto, a publicidade em si pode ser mais poderosa do que o produto oferecido. No vale do rio Douro, entre as cidades de Porto e Gaia, os céus foram atravessados por competidores em leves pássaros de metal. Ágeis, numa competição voraz. A excitação percorreu minhas veias ao ver aqueles 13 homens debaterem-se, decidindo qual era o mais veloz, o melhor. E 13 é um número sortudo. Pelo menos foi naqueles dois dias que tanto me animaram.
No entanto, glória das glórias, a corrida não foi o que mais me tocou.
Elevados sobre o Sol Adormecido, qual desejo da noite, seis leves jactos de treino atravessaram os céus, lá no alto, em manobras belas e arriscadas, subindo até aos azuis céus limpos, naquela bela tarde de calor. O Sol aquecia-me a face, enquanto eu via a patrulha acrobática fazer a sua apresentação, invejando e admirando aqueles pilotos. Oh, Céu, que anseio. Quem me dera tocar-te com a asa delicado de um desses pássaros de alumínio e titânio e aço…
A corrida elevou-me, sonhos jogáveis sobre combates de ases ressuscitaram-me. Eu sou o sonho de voar. Sou o sonho de descobrir.
Todos o somos…
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
1 comentário:
Tu e as máquinas... :P
Enviar um comentário